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Nem tudo (precisa ser) digital!

Dessa vez quero fazer um texto um pouco diferente…não quero aqui falar de nenhum modelo de negócio, um tipo de conteúdo ou uma novidade da tecnologia. Acho importante refazer um combinado que a indústria já fez (ou fingiu fazer) alguns anos atrás ...é sempre bom de tempos em tempos relembrarmos e refazermos os combinados.


Nem todo conteúdo vai ser digital.

Não é porque é digital que é melhor.

O digital não exclui o físico, ele complementa e potencializa.

Essas são três premissas para serem lembradas sempre.


Quero aqui também dizer que não é porque trabalho com conteúdo digital, que eu vou defender o digital em qualquer situação, dizer que tudo precisa ser digital e que ele cabe em todos os contextos. Nem tudo é ou deveria ser digital.

Existem momentos, faixas etárias e contextos onde o conteúdo oferecido em uma mídia física faz muito mais sentido e é muito melhor. Ou seja, não estou aqui pra defender o conteúdo digital a qualquer custo!


O digital tem sim um valor imenso, principalmente em dois grandes pilares: distribuição e acesso. É inegável - quem nega faz por pura pirraça - que o digital ajuda a levar mais histórias, para mais lugares; de um jeito mais fácil, barato, rápido e prático.


Também é verdade que não dá pra negar que o consumo de conteúdo digital, seja ele qual for, é uma realidade na rotina de quase todos nós, inclusive os que o condenam. Não dá pra negar que seria melhor usar o celular como suporte para consumo de histórias, ao invés de tentar remover a tela da equação.


Ao mesmo tempo, não podemos negar que precisamos sim prestar atenção ao tempo de tela, que a vida não acontece só no celular e que as coisas físicas e offline são maravilhosas!

A boa notícia? Não é uma situação de isso ou aquilo, mas sim uma combinação de ambos, que nos leva para uma vida que jamais existiu antes: todas as delícias da vida offline, somadas a todas as vantagens de uma vida digital.


É legal ir na praia e pagar com PIX (sem ofender, Larissa Manoela), sair de férias andando em uma cidade que você não conhece e usar o Google para descobrir um restaurante típico pelas redondezas, fazer uma viagem de carro com amigos e usar o Waze para chegar mais fácil. Tomar um vinho com os amigos, enquanto ouve uma música tocando na caixa de som pelo app do seu celular.


É muito bom ler um livro em papel deitado na rede, mas poder continuar essa história ouvindo ela no fone de ouvido enquanto você pedala e ler a noite antes de dormir com a luz apagada, sem atrapalhar quem dorme junto com você. É sobre multiplicar experiências, não sobre criar muros onde ou você está de um lado ou de outro.


Por isso, esse texto é minha contribuição pra gente sempre se lembrar que se a gente vai pelo caminho do E, não perde tudo que o caminho do OU nos tira :)


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